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Breve História da Psicanálise

O nascimento da psicanálise costuma ser atribuído a duas mulheres, que são: Bertha Pappenheim, jovem vienense da burguesia, enredada com o invento da fala e tratada por Josef Breuer; e Fanny Moser, tratada por Freud, enredada com o invento da escuta, compelindo o médico a renunciar à observação direta e a se manter recuado, atrás do paciente. Freud foi o iniciador de uma inversão do olhar médico, da clínica transferencial, visto que a palavra era concedida às pacientes, isso consistiu em levar em conta também, no discurso da ciência, as teorias elaboradas pelos próprios doentes a respeito de seus sintomas e mal-estar. Em seu artigo “A hereditariedade e a etiologia das neurores”, do ano de 1896, Freud, utilizou pela primeira vez a palavra psico-análise. Freud renuncia a sugestão e a hipnose, trata seus pacientes sem procurar influenciá-los, faz com que se estendam comodamente num divã, enquanto ele próprio retirado do olhar dos pacientes, senta-se atrás deles. Não lhes pede para fecharem os olhos e evita tocá-los. Em 1919, a palavra psicanálise vem a substituir psico-análise. Dentre outras psicoterapias, a psicanálise foi o único método a reivindicar o inconsciente e a sexualidade como os dois grandes universais da subjetividade humana. No plano clínico, ela é também a única a situar a transferência como fazendo parte dessa mesma universalidade e a propor que ela seja analisada no próprio interior do tratamento, como protótipo de qualquer relação de poder entre o terapeuta e o paciente. Sob esse aspecto, a psicanálise remete à tradição socrática e platônica da filosofia. Por isso é que empregou o princípio de análise didática, exigindo que se submeta à análise qualquer um que deseje tornar-se psicanalista. Freud, em 1922, em seu texto “Dois verbetes de enciclopédia: psicanálise e teoria da libido”, fornece uma definição sobre o contexto da análise. Freud escreve que os pilares teóricos da análise, são o inconsciente, o complexo de Édipo, a resistência, o recalque e a sexualidade, além disso, diz Freud, quem não os aceita não deve incluir-se entre os psicanalistas.


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